Quem consegue entender a lógica dos testes de DNA pessoal? E quem consegue ganhar dinheiro com isso?

Parecia mais do que compreensível que James Watson, um dos descobridores da estrutura do DNA, juntamente com Francis Crick e Rosalind Franklin, fosse o primeiro a receber um DVD contendo a seqüência do seu DNA , obra da 454 Life Sciences, uma divisão da Roche, colosso suíço da indústria farmacêutica, e de pesquisadores acadêmicos.

 

Embora a tecnologia de mapeamento do DNA em desenvolvimento na Roche e em outras empresas possa trazer para mais perto de nós a era tão aguardada da medicina personalizada, é evidente que há enormes empecilhos éticos, jurídicos e de investimentos para a criação de modelos de negócios de sucesso baseados na decodificação do DNA do indivíduo, conforme parecer dos professores da Wharton e de executivos do setor.

 

De acordo com Stephen Sammut, pesquisador sênior do Departamento de Sistemas de Saúde da Wharton e sócio de risco da Burril & Co., companhia de capital de risco de ciências da vida de São Francisco, trata-se de uma indústria emergente repleta de complexidades. “Estamos aprendendo que todas as vezes que encontramos uma resposta para uma nova pergunta, surgem dez outras perguntas”, diz.

 

Com o tempo, porém, ele prevê que a tecnologia conduzirá a novas aplicações médicas nas áreas de testes, desenvolvimento de remédios e de serviços relacionados à consultoria genética. “Do ponto de vista do investidor e do gestor, estamos diante de um mercado com vários produtos, mas não sabemos ao certo, por enquanto, como eles se integrarão à prática clínica da medicina.”

 

Desmistificando as complexidades

Atualmente, grande parte da atenção do investidor está voltada para empresas que produzem o equipamento de processamento que permite a análise cada vez mais precisa do material genético.   Essas novas máquinas poderosas estão acelerando o processo de decodificação do DNA individual, ao mesmo tempo que empurram os preços para baixo. A 454 Life Sciences fez o seqüenciamento do DNA de Watson em parceria com o Human Genome Sequencing Center [Centro de Seqüenciamento do Genoma Humano] do Baylor College of Medicine por menos de um milhão de dólares. A Solexa (uma divisão da Ilumina), a Applied Biosystems e a Helicos, entre outras empresas, também trabalham em sistemas de decodificação.

 

“Esta é uma época extraordinária”, diz Christopher McLeod, presidente da 454 Life Sciences, de Connecticut. “É o alvorecer de uma nova era que nos facultará o acesso não só a todos os genes, como também a toda a informação genética do indivíduo. Estamos prestes a tornar isso possível.”

 

Outro grupo de empresas trabalha com modelos de negócios voltados para testes e análises das informações genéticas. O Google investiu recentemente na 23andMe, uma empresa fundada, entre outros, pela esposa de um dos fundadores do Google, Sergey Brin. A empresa ainda não disse exatamente o que pretende, mas informou que usará a Internet e ferramentas de software   para ajudar o consumidor a entender seu genoma.

 

“Será que empreendedores como eu e meu sócio seremos capazes de desmistificar as complexidades existentes e criar um produto simples o suficiente para ser utilizado pelas pessoas sem abrir mão da precisão e da importância que ele tem e, sobretudo, um produto que esteja acima de qualquer crítica? E mais: será possível fazer tudo isso de maneira ética e responsável? Esse é o desafio. Cremos que isso é possível”, diz Julian Awad, um dos fundadores da Smart Genetics, uma startup [empresa emergente] virtual da Filadélfia, na Pensilvânia, que se ocupa de testes genéticos e dá consultoria na área.

 

Por enquanto, os capitalistas de risco demonstram cautela em relação aos testes de DNA pessoal, diz Sammut. “Não parece haver uma precipitação incontrolável de investimentos em empresas cujo modelo de negócio se baseie em serviços de laboratórios clínicos especializados em testes genéticos”, diz Sammut, acrescentando que a privacidade e outras questões éticas constituem grandes fontes de incertezas. “Creio que este é um caso em que os problemas éticos são de tal proporção que se justifica o receio de que o mercado não vingue.”

 

Até agora, acrescenta Sammut, a aplicação mais bem-sucedida da tecnologia de testes de DNA consiste em uma ferramenta de diagnóstico utilizada juntamente com uma terapia medicamentosa. Ele cita a Myriad Genetics, uma empresa de biotecnologia especializada em testes de diagnósticos moleculares para determinação do risco de câncer de mama, de ovário, cólon, câncer endométrico [do útero] e o melanoma [câncer de pele] em indivíduos com histórico familiar de câncer. “A combinação da pesquisa genética com a realização de testes resulta em ganhos importantes para o desenvolvimento de remédios”, diz Sammut, acrescentando que a Myriad tem programas educativos dirigidos a pacientes e a médicos, e realiza testes por conta própria em um laboratório especializado. A empresa oferece diversas alternativas de custeio como, por exemplo, a aprovação antecipada por parte das seguradoras de testes previamente selecionados.

 

As atividades da Myriad prevêem a adoção de cláusulas de privacidade, diz Sammut. “A decisão da empresa de controlar a execução dos testes, em vez de repassá-los a outros laboratórios, é garantia não apenas de qualidade, mas de proteção à privacidade do paciente e ao seu histórico.”

 

De acordo com Sammut, são relativamente poucas as empresas de testes estritamente genéticos com atrativo suficiente a ponto de receber investimentos de fundos de capital de risco. Ele diz que isso poderia estar relacionado ao colapso dos investimentos em empresas dos segmentos genômico e proteômico de fins dos anos 1990, ou ainda, ao receio de que os possíveis compradores não paguem o suficiente por essas operações.

 

Para McLeod, as empresas que apostam na criação do mercado de testes preditivos, pelo menos a curto prazo, continuarão limitadas em razão da vasta quantidade de informações ainda desconhecidas. “O problema é que ainda temos de montar uma base melhor de conhecimentos que nos permita dizer qual DNA está presente na reação a doenças e a remédios. Creio que ainda vai demorar algum tempo” para chegarmos a esse ponto.

 

As preocupações éticas da indústria não dizem respeito à moralidade, como se viu no caso do debate em torno das células-tronco, observa Sammut. No caso dos testes genéticos, as questões éticas estão centradas, de modo geral, na privacidade e no território relativamente desconhecido das conseqüências emocionais resultantes da comunicação ao paciente de que ele apresenta   predisposição genética para contrair uma doença para a qual inexiste tratamento eficaz.

 

A questão se torna ainda mais complicada, diz Sammut, quando se acrescenta a dimensão do tempo à equação. Em que momento os médicos deverão começar a administrar um remédio capaz de atenuar uma doença de ordem genética sem com isso incorrer no risco de intoxicar o paciente, ou de torná-lo imune a seus efeitos pelo uso constante do medicamento anos a fio? Sammut recorre ao exemplo hipotético de uma menina de cinco anos submetida a um exame que dirá se ela tem predisposição ao câncer de mama. Em que momento essa criança deveria começar a tomar os remédios capazes de impedir o desenvolvimento da doença? Aos 40 anos? Aos 30? “E se ela tiver contraído câncer de mama aos 41 anos?”, indaga Sammut. “Será preciso um volume enorme de dados para saber o que fazer. Isso, sem dúvida, seria motivo de festa para a advocacia contenciosa. Mas o fato é que não começamos ainda a lidar com questões desse tipo.”

 

Discriminação e “espionagem genética”

Arthur Caplan, diretor do Centro de Bioética da Universidade da Pensilvânia, também acha que as questões éticas terão papel de destaque no desenvolvimento dos testes do DNA pessoal.

 

A vantagem dos testes, diz ele, é que a tecnologia pode ser extremamente útil para os médicos, na medida em que se vêem às voltas com pacientes que apresentam certos fatores de risco genético, cabendo-lhes, portanto, aconselhá-los a respeito da necessidade de mudança de estilo de vida para evitar o aparecimento de uma doença no futuro. Os pacientes poderiam também recorrer à informação genética quando tivessem de tomar decisões importantes na vida que dependessem de suas perspectivas de saúde de longo prazo. Por fim, os testes seriam importantes para a chamada medicina personalizada, que permite o uso direcionado de remédios de acordo com o perfil genético do paciente, tornando assim os medicamentos mais eficazes e menos propensos à produção de efeitos colaterais nocivos em certos indivíduos.

 

A desvantagem, diz Caplan, é que a tecnologia poderia também levar escolas, empregadores, governos e seguradoras a exigir o mapeamento dos genes dos indivíduos. As informações poderiam então ser utilizadas de forma discriminatória contra as pessoas com base em sua predisposição para doenças que talvez jamais contraiam.

 

Para algumas pessoas, o amplo acesso à informação genética poderia resultar em discriminação na hora de contratar um seguro-saúde em países como os EUA, onde não há cobertura universal. Poderia até mesmo resultar em mais pressão para que se crie um sistema de saúde universal nos EUA, diz Caplan. “Creio que seria um estímulo importante para a criação de um programa de saúde universal mínimo” se os ricos e poderosos descobrissem, de repente, que não podem contratar o plano que desejavam “em virtude de suas informações genéticas”.

 

Caplan diz que as pessoas talvez se envolvessem em “espionagem genética” para obter informações umas das outras recolhendo secretamente xícaras de café ou roupas de cama. Poderia até haver implicações afetivas, diz ele. “Alguém pode decidir não se casar com você porque seus genes produzirão uma descendência com problemas.”

 

Por cima dessas inquietações de ordem particular paira a idéia de que muito do que os cientistas sabem a respeito de riscos genéticos continua cheio de lacunas, acrescenta Caplan, que escreveu sobre várias dessas questões em um livro intitulado Ratos espertos, pessoas não muito espertas: um guia interessante e divertido de bioética [Smart mice, not so smart people: an interesting and amusing guide to bioethics]. “Se você tem o gene, isto não significa que ficará doente”, diz ele.”As pessoas querem saber se contrairão ou não a doença. Não é assim que boa parte da genética funciona. Existem ainda considerações ambientais e relativamente poucas certezas na genômica. É difícil vender probabilidades.”

 

Caplan faz referência também a um problema que considera uma espécie de “Espada de Dâmocles” [isto é, uma situação em que ninguém se sente seguro]. Ele diz que Watson colocou os dados do seu DNA na Internet, com exceção de informações que possam indicar uma predisposição para a doença de Alzheimer. Aos 78 anos, ele prefere não tomar conhecimento desse trecho de sua constituição genética. “Existem coisas que as pessoas não querem saber se não há cura e nada que se possa fazer a respeito.”

 

Contudo, apesar dos problemas, Caplan acredita que a tecnologia do DNA será benéfica para a sociedade a longo prazo. “Estou convicto de que o futuro está aí, mas será preciso observar com atenção a questão ética e a lei, para que haja muitas oportunidades, uma vez que se trata de uma área complexa.”

 

Proteção à propriedade intelectual

Na Smart Genetics, empresa oriunda da Competição de Planos de Negócios da Wharton 2005-2006, Awad e seus colegas rejeitam o modelo tradicional de testes em que médicos e seguradoras enviam os pacientes para laboratórios, onde serão submetidos a testes, e lhes recomendam um advogado, se necessário. A Smart Genetics venderá seu produto diretamente ao consumidor, que pagará então pelos resultados confidenciais dos testes. Awad e seu colega de negócios, Richard Watson, pesquisador especializado em virologia molecular da escola de medicina da Universidade da Pensilvânia, dirigem uma empresa chamada HIVmirror, que vende por 99 dólares o teste de um gene capaz de retardar o desenvolvimento da aids.

 

Ao pagar pessoalmente pelos testes, o paciente evita que a seguradora ou o empregador tenham acesso a possíveis informações que lhe seriam prejudiciais, diz Awad. A empresa conta com médicos e advogados especializados na área para assessorar os pacientes que se submetem aos testes.

 

Confiança e credibilidade são elementos críticos de qualquer negócio na área de dados genéticos, observa Awad. “O problema de quem tem interesse em participar desse negócio de uma forma ou de outra consiste em saber como lidar com algo extremamente complicado e ajudar as pessoas em seus vários níveis a entender do que se trata e de uma forma bem simples. A genética não faz discriminação de nível de escolaridade. Se você tem um produto para diagnostico ou para teste genético, é preciso que ele atenda ao perfil educacional do paciente, o que é bastante complicado.”

 

Awad diz que sua empresa testou vários produtos e constatou que até mesmo gente que estudou em escola de renome e tem algum conhecimento científico teve dificuldade em compreender que tipo de implicações os testes de genética acarretam.

 

Outro grande obstáculo para as empresas que esperam abrir um negócio no segmento de testes preditivos diz respeito à proteção da propriedade intelectual, acrescenta Awad. Atualmente, as empresas de biotecnologia, grandes universidades e proprietários de pesquisas possuem patentes de 17 a 20 anos de vigência e licenças relacionadas a muitos dos processos referentes à função de certos genes — uma situação que poderia complicar os modelos de negócios voltados para os testes genéticos pessoais.

 

Awad recorre ao exemplo do câncer de cérebro para explicar a dificuldade existente. “Suponha que os cientistas descubram que o câncer de cérebro é causado por 30 genes diferentes de propriedade de 15 companhias distintas. Sua empresa quer que os testes estejam ao alcance dos médicos ou dos pacientes. Quem estará disposto a   gastar tempo com investimentos e com a reunião das licenças de todas aquelas patentes? Quem vai gastar tempo e dinheiro para levar adiante todo esse processo, passar depois pelo FDA e por fim pagar os royalties devidos?”, indaga Awad. “É por isso que há tantos soldados mortos nessa guerra.”

 

Sammut concorda. “Essa ainda é uma área cheia de controvérsias e ambigüidades, mas acho que, no fim das contas, o gene de fato, ou a seqüência genética, não serão patenteados.” Ele diz que, futuramente, a indústria se tornará menos dependente da tecnologia e mais centrada em sistemas eficientes, capazes de fazer o maior número de testes pelo menor preço possível.

 

Voluntários célebres

Para acelerar o processo de comercialização da decodificação do DNA pessoal, a fundação sem fins lucrativos X Prize lançou uma competição denominada Archon X Prize for Genomics, que premiará com 10 milhões de dólares o primeiro grupo que conseguir decodificar o DNA de mais de 100 pessoas em dez dias. Celebridades — como Larry King, Lance Armstrong e Michael Milken — se dispuseram a contribuir com seu DNA para o projeto na esperança de estimular o desenvolvimento de novos testes para doenças contras as quais têm feito campanhas.

 

Marc Hodosh, diretor sênior da Archos X Prize for Genomics, diz que quatro grupos já aceitaram o desafio, que ele espera que chegue ao fim em três ou cinco anos. Sem o prêmio, seriam necessários dez anos para que a decodificação do DNA estivesse disponível comercialmente.

 

Nesse processo, Hodosh espera que o prêmio possa acelerar a resolução dos inúmeros problemas éticos e de outros obstáculos que deverão surgir e dificultar o avanço das empresas no trabalho de seqüenciamento do DNA individual.   “Creio que os avanços médicos serão revolucionários, mas queremos ter certeza de que sejam usados de maneira ética e inteligente para o bem-estar do indivíduo, e não para atender aos interesses das seguradoras e dos empregadores”, diz. “Queremos interferir no debate e gerar discussão. Cremos que os benefícios superam em muito os riscos.”

 

A exemplo do que acontece com todos os novos mercados, sobretudo em se tratando de sistemas de saúde, o desenvolvimento comercial de testes preditivos dependerá em grande parte de pessoas que estejam dispostas a pagar pela tecnologia. De acordo com Awad, as tentativas de criar leis de proteção à privacidade para os resultados dos testes genéticos não foram adiante e podem, ao que tudo indica, provocar fissuras nos mercados de seguros. Se as pessoas tiverem mais informações sobre sua saúde, elas poderão — com base nessas informações —decidir se contratam uma cobertura de saúde mais ou menos abrangente. Esse processo, conhecido como escolha adversa na indústria de seguros, poderia prejudicar as seguradoras cujos coeficientes se baseiam nos resultados médicos da população como um todo. Awad, porém, salienta que a indústria está buscando novos meios de superar esse problema. “Trata-se, neste momento, de um ajuste de curto prazo. Não há milhões de pessoas fazendo esse tipo de opção no momento. Ainda não é algo comum.”

 

Um hambúrguer, por favor

Mark Pauly, professor de sistemas de saúde da Wharton, diz que os novos serviços de testes genéticos poderiam aumentar a demanda em um sistema de saúde já desgastado. “O que eu gostaria que acontecesse é que as pessoas usassem de sensatez e não fossem correndo testar seu DNA, porque as conseqüências tanto podem ser boas quanto ruins.”

 

O futuro dos testes genéticos pessoais continua dependente de uma situação do tipo “mas, e se…”,   diz Pauly. “A relação entre saber o tipo de DNA que eu tenho e para que isso me serve — além de usá-lo em testes de paternidade — teria algumas implicações para a saúde, mas isso ainda não é uma realidade.” Pauly diz que leu a respeito de uma descoberta genética intrigante uma semana atrás, mas que já havia se esquecido a que doença ela se referia dada a aparente avalanche de descobertas anunciadas — mas que parecem ter pouca relação com os tratamentos existentes.

 

“A verdade é que esse segmento continua a ser arriscado como sempre foi”, diz ele em referência aos testes e ao tratamento genético. “Saber que você tem uma predisposição para uma determinada doença pode mudar o comportamento das pessoas, mas não de todas. A verdade é que, mesmo que você tenha um gene ruim, nada impede que você seja atropelado por um caminhão amanhã. Portanto, por que evitar o hambúrguer?”

Citando a Universia Knowledge@Wharton

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"Quem consegue entender a lógica dos testes de DNA pessoal? E quem consegue ganhar dinheiro com isso?." Universia Knowledge@Wharton. The Wharton School, University of Pennsylvania, [25 July, 2007]. Web. [17 November, 2019] <http://www.knowledgeatwharton.com.br/article/quem-consegue-entender-a-logica-dos-testes-de-dna-pessoal-e-quem-consegue-ganhar-dinheiro-com-isso/>

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Quem consegue entender a lógica dos testes de DNA pessoal? E quem consegue ganhar dinheiro com isso?. Universia Knowledge@Wharton (2007, July 25). Retrieved from http://www.knowledgeatwharton.com.br/article/quem-consegue-entender-a-logica-dos-testes-de-dna-pessoal-e-quem-consegue-ganhar-dinheiro-com-isso/

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"Quem consegue entender a lógica dos testes de DNA pessoal? E quem consegue ganhar dinheiro com isso?" Universia Knowledge@Wharton, [July 25, 2007].
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